Na ânsia de tentar evitar que o governo execute medidas para buscar contornar a crise financeira global, a oposição correu para vetar a MP 443, que concede poderes à CEF e Banco do Brasil para comprar empresas de construção e bancos em dificuldades. Mas a reação enfrenta resistências dentro do PSDB. Isso poque um dos maiores beneficiados com a MP é José Serra. Agora, os tucanos não sabem se apóiam a MP ou se vão em busca do veto e prejudicam seu candidato a presidente da República.
O governador de São Paulo negocia há meses a venda do Banco Nossa Caixa para o Banco do Brasil. A MP facilitaria a missão de Serra de fazer caixa às vésperas da eleição de 2010. E ao BB interesse ampliar sua presença no mercado paulista e fazer frente ao avanço dos bancos privados. Ao contrário de seus concorrentes, o BB não tem liberdade para sair comprando instituições financeiras e corre o risco de ser ultrapassado por Bradesco e Itaú.
No governo Lula, o papel de um Estado mais forte e presente nunca foi segredo para ninguém. A gestão petista sempre achou que isso poderia ditar o ritmo dos investimentos privados, conter a cobrança de tarifas e ampliar a bancarização. O PSDB é contra. Quer o sistema para poucos, dentro de uma visão neoliberal que foi atropelada pela crise financeira global.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
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