Escrevi aqui, no dia 6, que Geraldo Alckmin daria apoio ao candidato do PFL à Prefeitura de São Paulo em troca da promessa de ser o indicado pelo PSDB para o governo do Estado em 2010. Acrescentei que tratava-se de uma balela, que dificilmente Alckmin contaria com o apoio da patota de José Serra. Mais dia, menos dia seria traído. A traição, porém, chegou mais cedo do que se imaginava.
Hoje o Estadão revela que a aliança para 2010 pode "de novo" (aspas minhas) isolar Alckmin. O PFL quer fazer de Afif Domingos o candidato da coligação ao Palácio dos Bandeirantes. E relembrando os velhos tempos, a chapa se completaria com Orestes Quércia como candidato ao Senado. Aqui, de novo, reforça-se o que se previu no início de outubro.
Essa estratégia faz parte do plano do PSDB para o cenário nacional. A idéia é agir para atrair o PMDB e garantir o apoio do PFL para ungir Serra ao Planalto. Deixaria pouco tempo de TV para o candidato do presidente Lula. É a garantia de que a direita, unida, jamais será vencida.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
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