O PSDB rompeu um acordo de líderes e instalou, com seis senadores presentes, a CPI da Petrobras no Senado. Agora, o governo está com a batata quente na mão, tentando administrar as asinhas da base (leia-se PMDB), que tenta vender caro a manutenção do apoio.
O Congresso esfrega as mãos. Por mais que a traição tucana possa ter contrariado interesses da própria oposição, muitos parlamentares só têm a ganhar. A começar pelo comando da Casa. Afinal, com a criação da CPI a intensa disputa por cargos na comissão, há dias que não se fala mais nos escândalos que atormentam o Congresso há meses. Com eles, muita gente teve sua imagem seriamente comprometida, mas nada que uma atuação perspicaz numa CPI não consiga dissipar. É nisso que muita gente aposta, nem que tenha de trair o governo.
Até agora, o Planalto é quem tem mais a perder com a CPI. Desde, é claro, que ela de fato funcione. E a Petrobras parece jogar do lado da oposição. Na enxurrada de denúncias que atinge a estatal nos últimos dias, não se vê uma única palavra em defesa da empresa. Não se refuta nenhuma acusação, não se vê indignação.
A única exceção até agora foi a ministra Dilma Rousseff. Foi dela que partiu a defesa mais enfática e contundente da Petrobras. Negou com veemência que a estatal seja uma caixa-preta e acusou a gestão tucana na empresa. É louvável, mas pouco, muito pouco para fazer a defesa da Petrobras, que precisa se mexer mais, fazer mais barulho, colocar na praço argumentos a seu favor.
terça-feira, 26 de maio de 2009
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