quinta-feira, 12 de março de 2009

Zurita, o bom tucano

Há pelo menos seis anos a multinacional Nestlé tenta elevar suas vendas no Brasil abocanhando parcela maior do consumidor de baixa renda. Afinal, trata-se da camada da sociedade que mais cresce e eleva participação no mercado consumidor.

Pois muito bem, o presidente da empresa no País, Ivan Zurita, deu uma longa entrevista, às vésperas da eleição presidencial de 2006, com duras críticas ao governo Lula e ao programa Bolsa Família. Ou seja, falou mal da fonte que o levava a atingir a meta de expansão dos negócios da companhia.

A Nestlé tem sido o centro das atenções em denúncias de corrupção em São Paulo. De acordo com publicações do Estadão e da Folha, a multinacional pediu e foi atendida pela gestão Gilberto Kassab para não mais fazer diretamente a distribuição da merenda escolar, repassando o serviço para o Correio. O ganho da empresa é avaliado em R$ 1 milhão por mês. Além disso, viu reduzida de 1,2 kg para 1k a quantidade de leite em pó que tem de destinar mensalmente a cada aluno de um a seis anos da rede municipal.

Hoje, Ivan Zurita volta a seu ambiente preferido: as colunas sociais. Ele é uma das estrelas da coluna de Mônica Bergamo na Folha, por ter prestigiado um jantar em "homenagem" a Monica Serra. Estava rodeado de tucanos de alta plumagem, tais como José Serra, dono da gestão Kassab na Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, aquele que foi sem nunca ter sido, e toda a tropa de choque do governador.

Resta saber se Zurita, criador de boi, estava lá ideologicamente ou como forma de retribuir aos favores concedidos pela gestão PFL-tucana na prefeitura da capital.

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