terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Crise é usada contra Dilma

Alguns analistas internacionais colocam o Brasil como uma exceção no turvilhão da crise financeira global. Não que o País viva uma situação que não exija medidas drásticas, cuidados e bons pratos de canja de galinha. Mas também é certo que o Brasil alcança uma posição até certo ponto privilegiada, na avaliação desses economistas, exatamente por causa dos fundamentos econômicos. Em outras palavras, fez e tem feito a lição de casa.

Esqueceram, entretanto, de avisar a imprensa brasileira. Os jornais tupiniquins, especialmente a Folha, insistem em desenhar um cenário absolutamente sombrio, tenebroso, a caminho das trevas fatais na velocidade da luz. Na edição desta terça-feira, sete manchetes para crise no Brasil - em três delas, na capa e em páginas sequencial no caderno Dinheiro, com a palavra "crise" como se fosse uma ameaça à vida.

A notícia de que dobrou a produção de carros em janeiro é colocada em segundo plano, assim como a ampliação e agilidade para a concessão de capital de giro para exportadores, entre outras medidas.

A idéia é fixar na cabeça do leitor e difundir na sociedade a idéia de que o Brasil está irremediavelmente em crise. Com isso, os jornais acham que será mais fácil emplcar José Serra na Presidência da República. A obstinação de Serra, porém, enfrenta resistências naturais, tais como a recorde aprovação de Lula e seu governo, e o crescimento da intenção de voto em Dilma Rousseff.

Conforme a crise avança no mercado global, cresce a intervenção do Estado, aqui e lá fora. E talvez tenha sido essa a sorte de países emergentes como o Brasil, onde o mercado é mais regulado e evitou-se besteiras do tamanho do subprime. Mas essa presença mais incisiva, como o PAC também é exemplo, carrega a maternidade da ministra. É uma conjuntura que fará a impresa produzir muito mais crise ainda.

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