segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Prefeitura de SP prioriza ricos

A vitória do PFL na eleição municipal de São Paulo representa a manutenção de uma política que pressupõe vantagens exclusivamente para os mais ricos, dentro de uma lógica perversa e praticamente banida do cenário nacional. É típico de um partido que tem o liberalismo como filosofia e avesso a políticas sociais mais modernas.

Prova disso é que os dez distritos da cidade que oferecem mais vagas em programas sociais e educacionais para crianças e adolescentes estão em regiões centrais e mais bem estruturadas de São Paulo, conforme noticia o Estadão desta segunda-feira.

Por outro lado, os dez distritos com as mais frágeis redes de proteção ficam nas periferias e concentram número elevado de crianças e adolescentes em níveis de pobreza extrema.

Esses dados revelam a velha relação dos partidos da ditadura com a concentração de renda e a aversão a programas sociais que revertam em melhoria da qualidade de vida da população. A oposição feita por PSDB e PFL até hoje é contrária ao Bolsa Família, programa adotado pelo governo Lula. Só deixou de falar mal por conta do grande apelo popular do programa.

O primeiro lugar nos serviços sociais prestados pela prefeitura da dupla demo-tucana é Moema. Em segundo lugar vem Santo Amaro. No outro extremo, Pirituba e Guaianazes tem os piores serviços. Essa inversão de valores reforça a idéia de que esses partidos "odeiam pobre". E a vitória da dupla na Capital só confirma a tese de que a classe média paulistana prefere gastar com segurança.

E a pergunta que não quer calar: por que nada disso veio à tona durante a campanha eleitoral?

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