PMDB e PT, que formam a base de sustentação do presidente Lula no Congresso, alcançaram o maior volume de votos, elegeram mais prefeitos e vão administrar cidades cujas populações somam 72% do total do País. Se isso é alguma garantia de sucesso em 2010 é outra discussão, mas tentar achar que não são vitoriosos é querer tapar o sol com a peneira.
É o que tentam fazer hoje os principais colunistas dos jornais que se consideram nacionais. No Globo, Merval Pereira, porta-voz do PSDB, na ânsia de defender a tucanagem tenta confundir o leitor. Lula disse que PSDB, PFL e PPS foram os grandes derrotados, pois perderam prefeituras e número de votos. E os partidos aliados venceram, aumentaram a participação no bolo eleitoral. Ponto. Foi isso o que o presidente disse.
Pois Merval, que já fez muito serviço tucano no Jornal Nacional, disse que a afirmação de Lula "não corresponde à realidade política". O grande vencedor, avalia, é o PMDB, cuja participação na base ele questiona. É a mesma coisa que dizer que Serra não ganhou em São Paulo, pois o candidato de seu partido era Geraldo Alckmin.
A Folha não esconde de ninguém que apóia Serra até debaixo d'água. Hoje, publica reportagem apontando a possibilidade de o PMDB rachar, com parte apoiando Lula e outra, Serra. Primeiro que o jornal nem precisa recorrer a cientistas políticos para chegar à conclusão. Segundo que, em ato falho, já considera que Serra será candidato a presidente. Esqueceu de combinar com os russos, como diria Garrincha. Aécio que o diga.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
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