Depois de uma das surras recentes que levou das urnas, o PFL resolveu fazer uma reciclagem na carcaça. Trocou o comando, tirando Jorge Borhhausen, que tem cara de comandante da SS de Hitler, e adotou novo nome. Não mudou muito. No seu lugar entrou Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia. No comando do partido há, ainda, Paulo Bornhausen, da dinastia nazista. Como cartório, o partido passa de pai para filho. Pouco democrático ou falta de opção.
Ao anunciar as mudanças, o antigo dirigente, um dos pilares da ditadura militar, ex-dono dos free-shop de todos os aeroportos brasileiros (favorzinho dos militares), alegou que o partido precisa se modernizar (!?), mas não estava abandonando a bandeira idelógica do liberalismo. E não via nada de mais em ser de direita.
De fato, não há nada de errado em ser de direita, de forma ideológica e convicta. Cada um pensa como quiser. O problema é a dissimulação. Vender posturas diferentes conforme a ocasião. É o que faz Gilberto Kassab hoje. "Acusado" de conservador por ministros petistas, nega ser de direita, conservador. Ora, está num partido de conservadorismo liberal. Nada contra, desde que seja assumido. Aliás, Kassab não é mesmo assumido.
Com um português de dar pena, o ideário dos demos está à disposição de quem se interessar, no site: http://www.democratas.org.br/files/Ideario%20do%20Democratas.pdf. Está lá, por exemplo, com todas as letras, a defesa radical da "contenção da interferência do Estado na economia". Ou seja, o PFL (sim, o texto é tão velho, que ainda está descrito como PFL, prova de que a 'modernização' não passou da nova carcaça) deve ser contra uma das maiores intervenções estatais na economia de toda a história que EUA e Europa estão fazendo nesse momento para tentar salvar as finanças globais. Se dependesse de Kassab e o PFL, as finanças de todo o mundo estariam virando pó mais rápido do que estamos vendo.
Com essa visão de Estado, Kassab assume, isso sim, ser a favor das esmolas. Integrar é coisa da esquerda, que ele quer ver banida.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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