Desde o começo da semana, a imprensa está dando maior dimensão aos supostos efeitos da crise financeira global na economia brasileira. E desde ontem são crescentes os contornos políticos. A urubuzada está a todo vapor. O senador Tasso Jereissati não perdeu a oportunidade. Da tribuna do Senado, disse que a crise é "muito grave" e fez duras críticas à MP 442 - aquela que permite o socorro a bancos menores que possam enfrentar dificuldades. Segundo ele, o Proer tucano era melhor e mais transparente.
O senador cearense só não explicou para que servia transparência se o Proer solucionou problemas de bancos que se complicaram sozinhos ou por má-fé. É o caso, por exemplo, do Banco Nacional, que tinha entre seus controladores a então mulher de Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC. Como todo mundo sabe, o Nacional acabou adquirido na bacia das almas pelo Unibanco, que hoje tem Pedro Malan como presidente do Conselho e diversos "técnicos" do Ministério da Fazenda à época entre seus principais executivos.
É compreensível o comportamento de Jereissati. Deve estar tentando esconder o desempenho do seu PSDB na eleição. Os tucanos perderam a prefeitura de Fortaleza há 16 anos e o governo do Estado há seis. O império de Jereissati está ruindo gradativamente. Veja, a seguir, como caiu o número de prefeitos tucanos eleitos no Estado, num quadro com o desempenho de cada partido.
Em 2000
PSDB - 83
PSD - 36
PPS - 17
PMDB - 13
PFL - 11
PP - 10
PTB - 7
PSB - 3
PT - 2
PV - 2
PL - 1
Em 2004
PSDB - 70
PPS - 38
PMDB - 18
PT - 13
PP - 9
PRP - 7
PTB - 6
PFL - 5
PL - 5
PV - 4
PDT - 3
PHS - 2
PSB - 2
PC do B - 1
PSDC - 1
PTC - 1
Em 2008
PSDB 54
PMDB 33
PSB 22
PRB 17
PT 15
PR 9
PP 8
PTB 7
PC do B 5
PRP 3
PDT 2
PPS 2
DEM 2
PV 2
PSL 1
PSC 1
PHS 1
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
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