quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Começa a campanha

Passada a campanha municipal, a imprensa atua em duas frentes. No cenário nacional, intensifica os ataques à gestão do presidente Lula, de olho em 2010. No âmbito doméstico, em São Paulo, volta-se ao cotidiano. Nos últimos dois, três meses, o noticiário pintava uma cidade amena, pacata, sem trânsito, sem problemas. O SPTV, da Globo, praticamente só falava da previsão do tempo.

Fechadas as urnas, garantida a vitória de José Serra, a cidade volta a ter buracos, congestionamentos, falta de ônibus. Hoje, o Estadão (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081030/not_imp269261,0.php) relata as preocupações de empresas e motoristas de caminhões com as novas regras impostas pela prefeitura para o trânsito de veículos de carga na cidade. Medida adotada em meados do ano, o rodízio de caminhões teve pouca cobertura da mídia e sumiu conforme a eleição se aproximava. Cheguei a mencionar a ineficácia do rodízio, que nunca atingiu a meta fixada pela administração municipal. Até a Vejinha se assanha e nesta semana reclama de buracos nas calçadas do centro da cidade.

Na esfera nacional, os jornalões deixam a vergonha de lado. Hoje, a Folha do Serra destaca que o programa Luz para Todos "não cumpre a meta de 2 milhões de famílias". Com uma simples soma, porém, o leitor chega à conclusão de que o programa beneficiou "apenas" 1,726 milhão de famílias desde o final de 2004. Não há nenhuma comparação com períodos anteriores.

Talvez por isso o presidente Lula esteja com a imagem arranhada. Vai ver que foi por isso também que durante sua gestão os partidos de oposição tenham perdido a eleição em 910 prefeituras de todo o País. Os 990 prefeitos tucanos de 2000 caíram para 786. O PFL, que tinha 1026, viu esse número minguar para 496. O PPS chegou a ter 306 cidades administradas, e a partir de 1º de janeiro serão apenas 132.

Nenhum comentário: